Protestos na Venezuela
Caracas, capital venezuelana, tornou-se palco de enfrentamentos da oposição e de
simpatizantes do governo chavista de Nicolás Maduro, o país vive sob tensão crescente. Tudo começou como uma
manifestação estudantil contra a insegurança em vários estados do país
e desencadeou numa série de mobilizações às quais diversos grupos políticos
e outros setores da sociedade aderiram. Figuras da oposição se uniram às manifestações, convocando seus simpatizantes a saírem às ruas pedindo uma mudança de governo.
Originalmente, os protestos eram contra os altos índices
de criminalidade, a Venezuela tem uma das taxas de homicídios mais altas do
mundo. Mas problemas como a inflação, a falta de bens de
consumo básicos, o mercado negro e os apagões também geraram mal-estar
em alguns setores. Isso sem falar da oposição de direita, que pretende
mudar 15 anos de políticas chavistas, iniciadas pelo ex-líder Hugo Chávez e continuadas por Nicolás Maduro.
O presidente condenou os incidentes da
manifestação e os atribuiu a um levante
"nazifascista" que buscaria um golpe de Estado. Maduro pediu a paz, mas afirmou que os que participaram
do episódio de violência não ficariam impunes, ao mesmo tempo em que
manifestou apoio às investigações que a Promotoria Pública realizará
para determinar os possíveis responsáveis.
