O Novo IDH da ONU
O Índice de Desenvolvimento Humano é um dado estimativo que coloca de forma mensurável a nota socioeconômica de uma região, estado, nação ou município. Criado em 1990 pelo economista paquistanês Mahbub ul Haq, dentro do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, as estatísticas se enquadram no Relatório de Desenvolvimento Humano, que desde 1993 faz se conhecer as deficiências regionais, como também serve de quadro comparativo entre as diversas realidades espalhadas pelo mundo.
Os critérios de medidas nos vintes anos de IDH se basearam em 3 premissas: a Educação, que incluía as taxas de alfabetização e escolarização, ou seja, matrículas da educação básica e superior; a Longevidade, demonstrada pela expectativa de vida ao nascer; e a Renda per capita. Contudo, devido algumas mudanças no cenário internacional, especialistas e responsáveis por essa medição, fizeram algumas alterações dos critérios.
A renda per capita há tempos tinha a sua exclusão nos critérios do IDH, por não expressar a realidade social e econômica. Certos países possuem PIB elevado e população reduzida, com isso, nos cálculos per capita resultam em elevada divisão media por pessoa, mas não demonstrava a imensa concentração de renda. Baseado nesse aspecto, a renda per capita foi substituída pelo RNB, Renda Nacional Bruta per capita.
A RNB abrange os mesmos fatores do PIB e a produção dos setores da economia: primário, secundário e terciário-quaternário, mas também leva em conta recursos enviados ou recebidos do exterior. A RNB é uma renda per capita contextualizada com a globalização, isto é, a relação econômica entre os países.
A Longevidade não teve mudança e continua o mesmo critério, mas outro que adquiriu transformações estruturais de medidas foi a educação. Até 2009 as taxa de alfabetização, analfabeto e de Escolarização era colocada como base, mas a partir de 2010 uma nova postura se fundamentou na a média de estudos dos adultos (25 anos) e expectativa de vida escolar (probabilidade de anos na escola).
O critério de “notas” também mudou em seus níveis, do antigo: alto, médio e baixo, foi para: muito elevado, elevado, médio e baixo. Tal mudança se emoldura nas alterações estruturais dos países Emergentes, que apresentam economias em crescimento, mas boa parcela da população ainda é excluída. A nota continua de 0 à 1, quanto mais próximo de 1, melhor a qualidade de vida.
Mesmo com as mudanças a relação de melhores e piores do mundo não se alterou muito. O Canadá que por bom tempo esteve nas 3 primeiras posições, caiu para a 8ª no novo critério, os Estados Unidos que a anos não se aproximavam dos 10 maiores, ficaram na 4ª colocação, demonstrando seu poder nas várias esferas socioeconômicas. O Melhor IDH é da Noruega, seguido da Austrália e da Nova Zelândia.
No ranking dos piores, os africanos mais do que nunca estão em evidência. Dos dez piores do mundo, todos são do continente negro, da antiga versão saíram o Afeganistão e Bangladesh da Ásia e o Haiti da América Central. O 5 piores são Moçambique, Burundi, Níger, República Democrática do Congo e Zimbábue.
O Brasil obteve um IDH de 0,699 se colocando na pífia posição de 73º do mundo, 13º das Américas e 8º da América Latina. Dentre os 72 países à nossa frente, uns merecem destaque de citação: a Coréia do Sul, que 40 anos atrás tinha uma estrutura africana, os Emirados Árabes Unidos, país coberto de muito petróleo e deserto, o sulamericanos Chile, Argentina, Uruguai e Peru, o Emergente companheiro do BRIC, a Federação Russa, e por fim, o Irã de grandes problemas geopolíticos e internos. Concluindo, o Brasil cai sua nota de 0,813 para 0,699 (quanta diferença!) e mesmo assim subiu 2 posições, da antiga 75ª para a 73ª, e ainda a ONU cogita colocar o índice de corrupção...
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